12/28/2005

Comunicado da Câmara Municipal de Lamego, 10 de Julho de 2003

O MOSTEIRO CISTERCIENSE DE SANTA MARIA DE SALZEDAS

A fundação do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas deve-se a D. Teresa Afonso, segunda mulher de D. Egas Moniz, senhor destas terras, no século XII.
Salzedas deve o seu nome a um lugar situado a cerca de 1500 metros, na confluência dos Rios Varosa e Torno ou Galhosa, cujo nome de Salzedas, teria a ver com a vegetação dominante de salgueiros que ladeariam as margens dos cursos de água. O lugar onde hoje se ergue a povoação teria o nome de Vila de Argeriz.
A alteração deveu-se à transferência dos frades do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas para a nova Abadia de Argeriz, que também teria sido patrocinada por D. Teresa Afonso, com o beneplácito real. O novo Mosteiro adoptou o nome do anterior e lentamente a designação estendeu-se ao local. A forma plural de Salzedas constitui-se por volta do século XIV.
O Mosteiro cresce e prospera, protegido pela nobreza local que lhe faz inúmeras doações e o escolhe como local de repouso definitivo. Inicialmente com Abades vitalícios, passa a tê-los, a partir do século XVI, trienais. O poderio económico e o vasto dominium que a Abadia acumula durante o período medieval torna-se a segunda casa Cisterciense, com uma riqueza só superada por Alcobaça, Casa-Mãe da Ordem em Portugal. As suas propriedades espalham-se pelo interior das Beiras e Douro. Ainda hoje restam, como símbolos do seu poderio, a imponente Igreja, anexos e ponte fortificada de Ucanha que, na fronteira do Couro, se destinava ao controlo fiscal, mas que para muitos era apenas um sinal de ostentação abacial e senhorial.
A Abadia sofreu remodelações ao longo dos tempos, facto que a faz perder a traça original, principalmente na última intervenção levada a efeito no século XVIII. As invasões napoleónicas interrompem as obras, pelo que a imponente fachada fica inacabada, e assim permanece até hoje. O recheio artístico que acumulou ao longo dos anos, e de que hoje restam pouquíssimos testemunhos, desapareceram. No seu vasto património, contavam-se quintas e imóveis no Concelho de Lamego
Após a extinção das Ordens Religiosas em 1834, o Mosteiro é pilhado, incendiado e vendido a particulares. Ao longo dos anos foi sendo privado por meios legais do restante espólio, e os edifícios votados ao abandono. A valiosa documentação levada para o Seminário de Viseu teve o mesmo fim que a do Mosteiro de S. João de Tarouca.
Informação que poderá ser obtida na Biblioteca/Arquivo Municipal de Lamego

12/26/2005

12/22/2005

Feliz Natal a Todos!



Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado. Lc. 2, 9ss

12/21/2005

Claustros sec.XII



Foto lateral de um dos claustros Mosteiro.

12/19/2005

Banda Filarmónica de Salzedas






O historial desta banda remonta aos primórdios do século XIX, quando um pequeno quinteto de instrumentos de sopro foi formado para acompanhar o coro de frades beneditinos, que no Convento de Santa Maria de Salzedas, participava nas celebrações religiosas.
No dia 2 de Abril de 1839, é oficializada a constituição da Sociedade Filarmónica de Salzedas, composta por 20 músicos.
Desde então, a actividade desta banda nunca mais parou, estando normalmente presente em recepções a membros do Governo aquando das suas deslocações à vila de Salzedas.
José Carlos Ferreira de 87 anos e que durante várias décadas tocou clarinete nesta Associação, lembra-se de vários regentes que passa a enumerar:
Manuel Sousa, Cerdeira, Sá Pinto, Sousa, Bastos, António Ferreira (sendo substituído na sua ausência pelo director Abílio Rosa ), Juvandes e, por último Agostinho Alves que também tem a seu cargo a escola de música, que, desde 1982, já formou 53 músicos.
António Carlos Ferreira regeu esta banda durante cerca de 60 anos. Aliás, os longos anos de permanência dos músicos na "sua banda" são um facto a realçar. Muitos têm sido os elementos que entrando ainda "miúdos", só de lá vieram a sair passados mais de 50 anos.
Ao longo da sua existência esta filarmónica remodelou por 12 vezes o seu fardamento e, nos inícios dos anos 30 mudou também todo o seu instrumental, para o qual contribuiu o Sr. Manuel Pinto Lucena, um benemérito que após muitos anos no Brasil, se distinguiu na ajuda que prestou aos mais pobres e na feitura da escola e sua cantina.
Num passado mais recente registe-se a passagem da banda de Salzedas pelo Teatro Maria Matos em Lisboa e as idas a Alcobaça nos intercâmbios culturais que o Município de Tarouca aí realizou, bem como as suas participações nos encontros distritais de bandas de música.
Um dos pontos altos na sua história aconteceu nas comemorações do seu 165º aniversário, onde, para além da presença de todas as bandas do concelho e da Sociedade Filarmónica Maiorguense -Alcobaça, apresentou a sua recém formada orquestra juvenil. Um quinteto de jovens músicos de Salzedas participou em 1999 numa acção de sensibilização musical em que estiveram presentes alunos de todas as escolas da freguesia.
Actualmente a Sociedade Filarmónica é composta por 40 músicos todos naturais ou residentes em Salzedas.
A sua sede e sala de ensaios situa-se, praticamente desde o início da sua fundação, num espaço anexo à igreja conventual, no lugar onde outrora se situava a "botica" (farmácia) do mosteiro. No seu interior existe um espaço onde cuidadosa e carinhosamente guardam muitos instrumentos antigos, alguns dos quais centenários.

12/14/2005

Informação


Salzedas é uma freguesia portuguesa do concelho de Tarouca, com 8,92 km² de área e 861 habitantes (2001). Densidade: 96,5 hab/km².

Distando cerca de 10 Km de Tarouca (sede do Concelho) e com 861 habitantes (censos de 2001), a freguesia de Salzedas é formada pelas povoações de Cortegada, Meixedo, Murganheira, Covais de Cima, Salzedas (Vila) e Vila Pouca. Situada na margem direita do rio Varosa tem como principal actividade a agricultura (azeite, vinho, baga de sabugueiro, milho, centeio, batata e árvores de fruto). A sua origem remonta ao século XII, tendo aí sido construído o Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Salzedas por ordem de D. Teresa Afonso, esposa de Egas Moniz. Chegou a ser um dos maiores e mais ricos mosteiros portugueses, detentor de um biblioteca notável. Actualmente representa um ponto turistico onde se destaca o Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Salzedas (monumento nacional), a antiga Judiaria (conjunto de casas da época medieval), os miradouros/Locais de Culto de Santa Bárbara e Senhora da Piedade e a ponte Românica de Vila Pouca, situada num dos locais mais pitorescos e recatados do rio Varosa.
dados tirados de wikipedia.org

12/13/2005

Salzedas



Salzedas é a minha terra Natal.
Vivo no Porto, mas tenho lá as minhas raizes.
Como tal, tentarei mostrar-vos a minha Aldeia, agora Vila e falar um pouco sobre ela.